
O deputado estadual João Paulo (PT) se pronunciou, nesta quarta-feira (9), na tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco, para denunciar a situação dos jornalistas e ex-jornalistas do Diario de Pernambuco, que estão com pagamento de salários atrasados, férias, 13º e verbas rescisórias não quitadas. Ele cobrou celeridade à Justiça do Trabalho para que dê retorno ao drama que já dura quase 9 anos e afeta 500 trabalhadores.
João Paulo também denunciou a situação de precarização do trabalho enfrentada no Diario nos últimos anos, incluindo a prática de pejotização e o descumprimento de decisões judiciais.
A maioria dos atuais jornalistas são PJ, diferentemente de outros veículos de comunicação do estado. Para o deputado, além dos que já saíram do Diario, os atuais estão passando por “exploração”.
“Além dos demitidos, a situação dos funcionários na ativa é igualmente alarmante. Eles enfrentam quase dois anos de atraso salarial, recebendo pagamentos parcelados e irregulares”.
O deputado ainda se pronunciou nas redes sociais, questionando a falta de cumprimento das obrigações sociais, como o INSS e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
“É importante lembrar que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço veio para substituir a estabilidade do trabalhador, que antes tinha estabilidade com 10 anos de serviço”. Ele pontuou, de forma dura: “Se apropriar do FGTS, como o Diario de Pernambuco vem fazendo há anos, se caracteriza como ‘roubo do suor do trabalhador’.
APARTES
Fizeram apartes ao discurso de João Paulo a deputada Dani Portela (PSol), o presidente do PT e deputado estadual e presidente do PT, Doriel Barros, e o deputado Gilmar Júnior (PV).
Eles citaram o respeito ao jornal com 200 anos de história e cobraram a venda de bens, que existem. Lembraram o papel dos profissionais em defesa da democracia. Em fala para os jornalistas presentes, Dani Portela fez um retrospecto do que os profissionais viveram e vivem:
“Um jornal tradicional, aplaudido pelos 200 anos e infelizmente na história recente, o Diario do Pernambuco entrou nessa marcha de descumprimento à garantia dos direitos de trabalhadores e trabalhadoras. Eu lembro que em 2018, no ano que eu fui candidata a governadora do estado, o jornal tinha mudado de direção e esses problemas já se arrastavam. As inúmeras dívidas, a ausência de pagamento, a dispensa dos trabalhadores sem nenhuma justificativa e, infelizmente, isso não pode continuar se repetindo”.
O deputado Gilmar Júnior (PV), por sua vez, citou como os trabalhadoras e trabalhadores adoeceram após 9 anos de falta de pagamentos e descumprimentos de decisões judiciais. Também mencionou que o periódico mais antigo da América Latina tem bens para vender.