
Dez dias após a primeira denúncia envolvendo o Ministro da Educação, Milton Ribeiro entregou ao presidente Bolsonaro uma carta pedindo sua exoneração da pasta. Ribeiro deixa o MEC em meio a denúncias de que dois pastores atuavam como lobistas e pediam propina a prefeitos para destravar recursos da Educação.
Na última sexta-feira (28), a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as suspeitas de que houve favorecimento na distribuição de verbas do ministério.
A investigação foi pedida pela Procuradoria Geral da República que viu indícios dos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa.
A atuação de dois pastores dentro do Ministério da Educação (MEC) nos últimos dois anos expôs um suposto esquema de tráfico de influência dentro da pasta. Desde a posse do ministro Milton Ribeiro, em junho de 2020, os religiosos Gilmar Santos e Arilton Moura levaram dezenas de prefeitos para reuniões e, segundo acusações, cobravam propina para facilitar o repasse de verbas para esses municípios.
Fonte: Folha PE