
Fonte: G1 PE
Versões diferentes apresentadas por dois advogados envolvidos na defesa de Marcelo da Silva, suspeito de assassinar a facadas a estudante Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, em Petrolina, no Sertão, surgem como novo elemento no caso. Marcelo da Silva, de 40 anos, foi preso por outros crimes e, segundo a polícia, confessou o homicídio depois que exames de DNA confirmaram que ele matou a garota.
De início, a advogada Niedja Mônica da Silva se apresentou como defensora de Marcelo da Silva e disse que ele tinha confessado o assassinato para “aliviar o coração da mãe da menina“.
A reviravolta ocorreu depois que o advogado Rafael Nunes apresentou uma carta em que, segundo ele, Marcelo se diz inocente e afirmou que ele teria “sido pressionado” para admitir a culpa.
Os dois advogados dizem ter sido constituídos por Marcelo da Silva como defensores no caso. Rafael Nunes diz que Niedja Mônica foi destituída, mas ela afirma que a entrada do colega no caso está sendo analisada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco.
O g1 não pode confirmar se os dois estão habilitados, pois o inquérito corre em sigilo.
No sábado (15), a advogada Niedja Mônica concedeu uma entrevista ao Fantástico em que afirmou que Marcelo da Silva se arrependia do crime e que chorava ao falar do caso. Ela disse, ainda, que acreditava que ele era, de fato, o autor do homicídio.
“Como ele é réu confesso, eu estou aqui para fazer com que a lei seja cumprida. O meu compromisso é com o processo. A gente aqui está para defender os direitos. Como ele repetiu as mesmas coisas duas vezes, creio realmente que foi ele quem fez”, declarou no sábado (15).
Na terça-feira (18), o advogado Rafael Nunes disse ter recebido do suspeito uma carta em que o homem dizia ter medo de morrer e que não era assassino. “Eu confessei na pressão. Pelo amor de Deus, eles querem minha morte. Preciso de ajuda”, diz a carta.